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Estão abertas as inscrições para cinco grupos de trabalho criativo com o artista seleccionado para esta primeira residência de artistas Músicos de Rua nas Carpintarias de São Lázaro, o músico Bruno Reis.

Estas oficinas são abertas a todo o tipo de pessoas, de músicos a curiosos, são gratuitas e irão decorrer de 20 de Outubro a 20 de Novembro, em sessões de 2 horas semanais, sendo a lotação limitada a 10 pessoas por grupo. O processo de seleção dos participantes nas oficinas será baseado num breve texto de apresentação pessoal e motivacional que os candidatos deverão entregar.

Esta residência artística irá culminar, enquanto fruto dos workshops e envolvendo todos os seus participantes, em espectáculos de rua e num concerto dentro do espaço do Centro Cultural, este com a produção das Carpintarias de São Lázaro.



Mais sobre esta residência:
A residência artística Músicos de Rua tem o objectivo de valorizar e dar a devida atenção à comunidade de artistas sobretudo da área da música que utilizam, pelo mundo fora, o seu talento, conhecimento e cultura musicais e o seu domínio, quer dos instrumentos musicais, quer das ferramentas digitais, nos seus inúmeros formatos e possibilidades, para “se fazerem à estrada”, viajarem e conhecerem mundo, utilizando como meio de subsistência e enriquecimento pessoal esse poder combinado de forma criativa e inovadora.
As Carpintarias acolhem agora o músico Bruno Reis em  residência para através de workshops fomentar a partilha de conhecimento e experiência: partilha de conhecimento musical e artístico - sobre formas de apresentação do trabalho aos diferentes públicos na rua, o lado técnico dos instrumentos, materiais e tecnologias empregues; mas também conhecimento relativo à sua experiência de vida - as suas opções, oportunidades e riscos - para com isso inspirar e lançar novas perspectivas sobre como desenvolver capacidades de adaptação  baseadas em ferramentas como a criatividade e a inovação, o conhecimento e a autonomia, a tolerância e a solidariedade.
Programas oferecidos:

Produção musical - Programas de Áudio / Tecnologia Midi / Loops / Sampling;

Circuit Bending - Modificação e aproveitamento de variados dispositivos eletrónicos do quotidiano para a criação de instrumentos e sons únicos;

Improvisação Livre – Sessões experimentais com instrumentos e quaisquer objectos interessantes a nível sonoro;

Sound Painting - Linguagem de improvisação por chamada e resposta entre participantes e um maestro. Não é necessário saber música para participar.

Coro e improvisação vocal – Ensaios de grupo coral e técnicas de improvisação;

São aceites candidaturas para mais que uma oficina, desde que seja indicada a ordem de preferência.


As candidaturas deverão ser enviadas para
opencalls2020@csl-lisboa.pt até 15 de Outubro
com o referido texto de apresentação e motivação, contactos actualizados e preferência de horário para as oficinas.




Sobre o artista:

Bruno Reis (1988), nascido no Porto, é um músico com formação profissional e académica e um artista multidisciplinar, autodidata, e bilingue; interessado em antropologia, sociologia e filosofia, viaja pelo mundo como músico de rua, vivendo um estilo de vida nómada.

A relação com a música começou quando era criança, sendo que aos 14 anos já gravava músicas em programas como o Ejay. Começou a exprimir-se através da criação de samples pela mistura de formatos como vinis e cassetes que o seu pai tinha, usando um teclado Casio. Iniciou o seu percurso a produzir instrumentais para músicos e começou a prática vocal através do Beat-box, uma técnica comum na altura.

O músico frequentou a Escola Artística Soares dos Reis, entre 2005 e 2008, onde teve a primeira interacção com a actuação de rua. Participou num grupo onde se desenvolviam várias vertentes das artes circenses e música tradicional portuguesa, o Círculo de Fogo, criado pelo seu professor de Geometria, responsáveis por produzir espectáculos de rua, conhecidos por arruadas. Acabou a fase escolar, entre 2008 e 2009, com um curso de modelação e animação 3D na Universidade de Thames Valley em Londres e, nos dois anos seguintes, actuou na rua e para eventos com o seu primeiro grupo de animação formado, também, pelos seus antigos colegas da escola de artes.

Academicamente, entre 2011 e 2013, frequentou a Universidade de Huddersfield, em Inglaterra, onde estudou tecnologias da música. Uma oportunidade que lhe permitiu explorar a história musical e a música experimental e contemporânea. Durante estes anos, fez parte de um grupo extra-curricular de improvisação livre e experimental (free improvisation) chamado Edges Ensemble, liderado por um professor da universidade, onde teve a oportunidade de trocar experiências musicais e fazer performances ao vivo.

Foi nesta altura que se lançou como freelancer ao compor música original e sonoplastia para cinema, trabalhando com cineastas emergentes das mais variadas vertentes, desde o cinema documental, curta-metragens de autor, Idents e anúncios publicitários, até ao cinema experimental.

No últimos anos tem estado entre Portugal, França e, mais frequentemente, Suíça, onde faz parte de vários colectivos artísticos independentes como o Coro Anarquista de Lausanne e o colectivo FMR (Vevey).

De momento, trabalha em dois projectos musicais. Um projecto embrionário de Jazz/Fusion em que toca bateria com um pianista alemão e um projecto de rua a solo como One Man Orchestra, que envolve o “live looping”. Neste último projecto, o músico procura conseguir sozinho, através da técnica looping, juntar a guitarra, voz, piano, bateria e outros instrumentos de orquestra num espectáculo a solo, utilizando Midi e diferentes VSTs.

Ao viajar sozinho desde muito novo e pelo hábito mais recente de viajar à boleia, o artista adquiriu autonomia e confiança para a sua vida de músico de rua. A partir de 2012, Bruno Reis começou a viajar pela Europa a tocar a solo pelas ruas, fazendo deste estilo de vida o seu dia-a-dia e trabalho. Um músico que através destas experiências adquiriu conhecimentos sobre o mundo e pessoas.

Uma experiência que salienta do seu percurso como músico e viajante foi o tempo passado no Festival de Músicas do Mundo de Sines. Aí pôde tocar com centenas de músicos de todas as partes do mundo, na rua. Por vezes chegavam a 50 pessoas, a tocar todo o tipo de instrumentos em improvisos que duravam desde o fim dos concertos do festival até à manhã do dia seguinte. Uma cacofonia imensa nos mais variados géneros músicas de forma espontânea e livre de julgamento.



Carpintarias de São Lázaro
Rua de São Lázaro - 72
Lisboa, Portugal

︎ 213815891
︎ carpintarias(at)csl-lisboa.pt

Contacto para imprensa 
︎ imprensa(at)csl-lisboa.pt


Horário com exposições:
Quinta-feira a Domingo, das 12h-18h00

Opening Hours during exhibitions:Thursday-Sunday, 12-6pm

Outros eventos:
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