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3a AiR Carpintarias 2020
Residência artística em Artes Visuais para artistas estrangeiros não residentes em Portugal com o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian.


A artista chilena Camila Lobos Díaz (1988) foi a artista seleccionada para esta residência, que se iniciou em Setembro e decorrerá até Dezembro.

Esta residência pretende desenvolver trabalho criativo que aproxime a comunidade vizinha das Carpintarias ao Centro Cultural e à arte contemporânea. Nesse sentido estão a ser desenvolvidos encontros e oficinas para esta comunidade.

O trabalho da artista poderá ser visto no seu website.


Bio & Projeto
A migração e a ideia de pertença são temas centrais na prática da artista, e moldaram também a sua biografia e a forma de compreender o mundo e o espaço que habita. Camila vem de uma família de migrantes, que chegou ao Chile como refugiados da guerra civil espanhola em meados do século XX e foi emigrante durante quase toda a sua vida adulta, vivendo em diferentes países como Cuba, Argentina, Brasil, Áustria e, nos últimos três anos, Reino Unido.

Enquanto artista o seu trabalho, principalmente tridimensional, pretende tornar visível o contexto sociopolítico, explorando a relação entre poder e visibilidade. São criadas instalações e esculturas que lidam com a dicotomia da visibilidade. Entende o fenómeno de algo se tornar visível como uma conjunção de tempo e espaço, mas principalmente como um momento muito frágil. Usa diferentes tipos de materiais tais como fumo, plantas, vidro, resinas claras e diversas fontes de luz, devido à sua fragilidade. Através da sua prática explora como a arte torna visível esses elementos e que dinâmicas de poder se encontram fora do nosso alcance de visão. Os trabalhos são vistos como gestos que revelam o espaço e as suas condições particulares, surgindo a interdependência entre as obras e o espaço que as rodeiam.

A artista aborda interações entre o espaço e as relações humanas (micropolítica). Trabalha com a ideia de contexto como um espaço simbólico, onde os projetos não são apenas instalados, mas também de lá emergem. Refere a fronteira como conceito e as fronteiras como materialidade. Atualmente desenvolve uma investigação visual e conceptual sobre as ideias da pátria, nação, e território.

Avalia estes termos pela desconstrução e resignação de símbolos nacionais existentes (Existencia en el borde, All the countries that I know, or a story of celebration and decay, Domain e Geofencing). Fora do espaço tradicional da exposição, interessa-lhe criar projetos com impacto, que ajam diretamente nas comunidades locais e na participação pública, resultando na conversão de diferentes espaços geográficos num bairro e territórios em comunidades. Mantendo-se ligada às ideias de pátria, nação, território e migração, recria espaços de arte comunitários e experiências partilhadas que ajudam a construir a identidade cultural da comunidade e sustentá-la (El lugar de la visibilidad e Brave into new times).

Deste modo, começou a estar mais atenta aos símbolos do Nacionalismo, como bandeiras e fronteiras, procurando reconhecer vestígios desta ideologia. No atual contexto político defende que é urgente, através da sua prática, criar ou tentar criar espaços de pertença, abraçando o valor do multiculturalismo e a dimensão humana do contexto.

A sua principal motivação para realizar esta residência é o leitmotiv declarado pelas Carpintarias para o programa AiR Carpintarias, “a ideia e a reflexão sobre o conceito de comunidade. O que é ‘comunidade’ e como é organizada; como podemos construir uma ‘comunidade’ através da arte contemporânea?” Um conceito que faz parte da sua principal preocupação enquanto artista. 






Carpintarias de São Lázaro
Rua de São Lázaro - 72
Lisboa, Portugal

︎ 213815891
︎ carpintarias(at)csl-lisboa.pt

Contacto para imprensa 
︎ imprensa(at)csl-lisboa.pt


Horário com exposições:
Quinta-feira a Domingo, das 12h-18h00

Opening Hours during exhibitions:Thursday-Sunday, 12-6pm

Outros eventos:
Consulte a programação